quinta-feira, 20 de setembro de 2012

cães


Em Autocontrole, os Cães São Iguais a Nós

Nós e os cães temos mais um fator em comum: ambos ficamos aborrecidos e desgastados quando somos obrigados a exercer autocontrolo e depois tomamos decisões precipitadas.
Cães e pessoas são semelhantes no autocontrole
“Quando as pessoas ficam esgotadas, são menos prestáveis, mais agressivas, jogam mais, etc” explicou a investigadora Holly Miller, autora de um novo estudo sobre o autocontrole dos cães publicado na Psychonomic Bulletin & Review, ao LiveScience. “Aparentemente, essas consequências também têm raízes biológicas. Quando os cães estão desgastados, também ficam mais propensos a comportarem-se de forma precipitada e impulsiva” acrescentou.
Miller e os seus colegas já tinham descoberto anteriormente que os cães desistem mais depressa de resolver um quebra-cabeças quando anteriormente foram obrigados a estar quietos. Nos seres humanos passa-se o mesmo, pois desistimos mais depressa de resolver um problema quando estamos fatigados ou quando fomos obrigados a resistir a alguma tentação. A obrigação de ter autocontrole.
A diferença entre nós e os cães no que diz respeito a esta impulsividade e risco, é que nós temos a capacidade de planear com antecedência e reconhecer os nossos pontos fracos, evitando assim alguns comportamentos que nos poderiam prejudicar. No estudo realizado por Miller e os seus colegas, os cães desgastados por terem sido obrigados a estar quietos, aproximaram-se de um cão agressivo como se não houvesse qualquer risco, enquanto que os cães que não tinham sido obrigados a exercer autocontrole, se mantinham afastados dele.
Segundo Miller, os donos de cães precisam ter atenção aos impulsos reprimidos dos seus animais e as possíveis consequências. Por exemplo, um cão que seja obrigado a controlar-se perante crianças a fazer barulho o dia todo, podem chegar a um limite e, impulsivamente, morder. Cabe aos donos reconhecer que os cães, tal como as pessoas, precisam de pausas e de descanso, bem como de poder exercer o seu comportamento natural.
“Em média, os cães familiares vivem uma vida precária. Se eles inibem o seu comportamento natural (ladrar, urinar em casa, roer, etc), podem ficar a viver em casa, se não o inibem, vão parar aos canis…” concluiu Miller.
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Co-fundador e administrador do Mundo dos Animais desde 2005. Em casa reinam os mamíferos exóticos (ratazanas, gerbos e afins), embora a grande paixão sejam os gatos, animais com os quais convive desde que nasceu.

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